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Região missioneira não conseguiu nenhum acesso asfaltado em quatro anos

Governo estadual vai encerrar mandato sem ter cumprido promessa de asfaltamento concluído nas entrad

19 de Setembro de 2014

A população missioneira, os visitantes, os caminhoneiros e qualquer motorista que transita pelas estradas dos 26 municípios integrantes da Associação dos Municípios das Missões (AMM), têm, no mínimo, uma história para contar sobre os problemas causados pelas péssimas condições de algumas rodovias da região e dos acessos a alguns municípios. Engajada no processo de alavancar o crescimento econômico e social, a AMM está atuando intensamente para conseguir os reparos rodoviários, asfaltamento e recuperação das estradas na região. Mas, ao que tudo indica, esta administração vai encerrar o mandato em dezembro com um resultado negativo para a região das Missões: apesar das promessas dos gestores estaduais, nenhum acesso foi asfaltado nestes quatro anos.

A situação mais grave é no acesso ao município de Garruchos. São 60 quilômetros com estrada de chão batido, e, mais uma vez, não foi tirado do papel o projeto de asfaltamento.

Clamor da população

 

De acordo com pesquisa realizada pela Famurs o governo estadual entregou, até o momento, apenas 13 estradas asfaltadas, o que representa apenas 8% do que foi prometido aos municípios gaúchos. Ainda não foram asfaltadas as entradas de 91 municípios do RS, totalizando 1.471 quilômetros sem ligação asfáltica. Na região das Missões, continuam sem asfalto os acessos aos municípios de Garruchos, Pirapó, Ubiretama, Rolador e Eugênio de Castro. “Nossa Associação sempre trabalhou na tentativa de sensibilizar as autoridades estaduais para a grave situação das estradas missioneiras, que são fundamentais tanto para o escoamento da produção quanto para o incremento do turismo regional. Mas, só ouvimos promessas. Estamos chegando ao fim do ano e nenhum acesso foi concluído, mesmo com a garantia dos dirigentes da Seinfra, Daer e do próprio governador Tarso Genro de que teríamos alguns terminados”, lamentou o presidente da AMM, Junaro Rambo Figueiredo ao evidenciar: “temos que dar uma satisfação às comunidades que nos cobram soluções para os problemas viários. Continuaremos esperando um retorno positivo por parte do Estado, pois a AMM representa o clamor dos cidadãos missioneiros”, enfatizou Junaro, que também é prefeito de São Luiz Gonzaga.

Muitas promessas, poucas obras

Prefeito de Rolador, Paulo Peixoto, que no dia 11 de setembro participou, na sede da AMM, em Cerro Largo, da assinatura da ordem de serviço para a pavimentação do trecho da ERS 165 (Rolador/Cerro Largo) destacou que o acesso ao município está em fase de construção, e está confiante quanto a concretização dos serviços. “Tenho a certeza de que as obras, já com recursos alocados, serão concluídas, conforme garantiu o governador Tarso Genro“, disse o prefeito acrescentando: “uma vez iniciados os serviços, mesmo que não sejam finalizados neste ano, serão na gestão do próximo governo estadual”.

Já o prefeito de Garruchos, Carlos Cardinal, ainda não conseguiu ver realizado o sonho do início das obras para a pavimentação dos 60 quilômetros do acesso ao município. “O governador Tarso Genro esteve em Garruchos ano passado e nos deu a palavra de que até o segundo semestre de 2014, a entrada do município estaria concluída. Mas isto não ocorreu. Por enquanto, só temos promessas, muitas promessas, mas ainda estamos em setembro e prefiro acreditar que ainda venha uma boa notícia, tão esperada por toda a comunidade garruchense”, reiterou Cardinal.

Também o prefeito de Pirapó, Arno Werle, reclamou a falta de atenção das autoridades estaduais aos problemas do município. “Desde que assumi a gestão, em janeiro de 2013, estive reunido inúmeras vezes com o diretor-geral do Daer no empenho de trazer o asfalto para o acesso do nosso município. Infelizmente, até agora, nada aconteceu, além de promessas. O entrave que tinha era relacionado ao licenciamento ambiental, e tivemos a informação de que está tudo certo. O ano ainda não terminou, por isso continuaremos persistindo e contando com a força da nossa Associação dos Municípios das Missões, na luta para viabilizar o asfalto na entrada de Pirapó e dos outros municípios missioneiros”, afirmou Werle.


 

Fonte: Karin Schmidt Jornalista Mtb 15378

 

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